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13 Agosto 2026

Maldives Pro 2026

Maldives Pro 2026
Maldives Pro 2026

O circuito mundial de bodyboard regressou às Maldivas para uma das etapas mais aguardadas da temporada. O Maldives Pro 2026 decorre entre 12 e 21 de agosto, reunindo alguns dos melhores atletas internacionais numa das ondas mais rápidas e potentes do arquipélago: Cokes.

A competição marca também a estreia do IBC World Tour na ilha de Thulusdhoo, no atol de Malé Norte, levando o bodyboard de alta performance a um reef break conhecido pelos seus tubos intensos, secções rápidas e condições extremamente técnicas.


Cokes: um verdadeiro teste de performance

Também conhecida localmente como Randa Raalhugandu, Cokes é uma direita que quebra sobre um reef pouco profundo. Quando as condições se alinham, produz tubos longos, secções rápidas e rampas perfeitas para manobras aéreas.

É uma onda que exige velocidade, controlo e capacidade de reação. Uma pequena hesitação pode ser suficiente para perder a secção ou ficar demasiado profundo no tubo.

Estas características fazem de Cokes um palco especialmente interessante para observar a evolução do bodyboard moderno. Num evento deste nível, cada detalhe conta: desde a escolha das linhas e do posicionamento na onda até à velocidade gerada pela prancha e à precisão na execução das manobras.


Armide Soliveres assina o melhor resultado do primeiro dia

O espanhol Armide Soliveres protagonizou uma das grandes exibições da jornada inaugural, terminando o seu heat com um total combinado de 17,60 pontos.

A prestação incluiu um air reverse pontuado com 8,85 e um backflip que recebeu 8,75 pontos dos juízes. Além de garantir a passagem à fase seguinte, Soliveres registou o melhor resultado do primeiro dia de competição.

A combinação de velocidade, projeção e controlo demonstrada pelo atleta espanhol confirmou o enorme potencial de Cokes para o bodyboard de alta performance.


Surpresas na competição feminina

A primeira jornada trouxe também resultados inesperados na divisão feminina.

Alexandra Rinder, Namika Yamashita e Filipa Broeiro, três atletas apontadas como potenciais candidatas aos lugares cimeiros, foram remetidas para a ronda de repescagem. Por se tratar de uma ronda sem eliminação imediata, continuam em competição e mantêm a possibilidade de avançar no evento.

Entre as atletas que mais se destacaram esteve a brasileira Maylla Venturin, responsável pela melhor pontuação numa única onda da competição feminina, com 8,50 pontos.

Luna Hardman também começou o evento de forma consistente, conseguindo duas ondas avaliadas na casa dos sete pontos e transportando para as Maldivas a boa forma demonstrada nas etapas anteriores.


Uma etapa importante para o circuito mundial

O Maldives Pro 2026 integra três divisões do circuito IBC:

  • Women’s Prime Series, com 3.000 pontos em disputa;
  • Men’s Rising Series, com 2.500 pontos;
  • Junior Men’s Rising Series, com 500 pontos.

Além dos pontos importantes para os rankings, o evento distribui uma premiação de 25.000 dólares na divisão feminina, 25.000 dólares na masculina e 2.500 dólares na competição júnior masculina.

O regresso às Maldivas, depois de uma ausência de dois anos, reforça a dimensão internacional do circuito e proporciona aos atletas um desafio bastante diferente das ondas de praia encontradas noutras etapas.


Que tipo de bodyboard funciona melhor em ondas rápidas e potentes?

Ondas como Cokes ajudam a perceber a importância das características técnicas de um bodyboard.

Em condições rápidas, potentes e com secções críticas, os atletas procuram normalmente pranchas capazes de gerar velocidade, manter a linha no tubo e responder rapidamente às mudanças de direção.

Entre as características mais relevantes encontram-se:

  • Um Core com boa rigidez e capacidade de resposta, adequado à temperatura da água;
  • Um ou mais stringers, que ajudam a reforçar a prancha e a controlar a flexão;
  • Channels, que melhoram a aderência e o controlo na face da onda;
  • Rails capazes de manter a prancha segura na linha, sem comprometer a velocidade;
  • Um tail adequado ao estilo do rider e ao tipo de onda;
  • Slick com boa projeção e baixo atrito.

Em águas quentes, um Core em PP é frequentemente escolhido pela sua rigidez, leveza e resposta. No entanto, não existe uma configuração universal: o peso, a altura, a experiência e o estilo de cada rider também influenciam a escolha da prancha.

Na SurfersLab encontras bodyboards de marcas especializadas como NMD, VS e Hubboards, com diferentes construções, tamanhos e configurações para vários níveis de experiência e tipos de ondas.


Do paraíso das Maldivas para a Praia Grande

Depois das Maldivas, as atenções do bodyboard internacional vão virar-se para Portugal.

Entre 1 e 6 de setembro, a Praia Grande recebe a 30.ª edição do Sintra Bodyboard Pro Festival, a etapa realizada de forma consecutiva há mais tempo no circuito mundial.

Em 2026, a competição feminina sobe à categoria Prime Series, passando a distribuir 3.000 pontos e 30.000 dólares em prémios — o mesmo valor atribuído à divisão masculina.

A etapa de Sintra poderá ter um papel decisivo na reta final da temporada, especialmente na luta pelo título feminino. Para os fãs portugueses, será também uma oportunidade de assistir gratuitamente a alguns dos melhores bodyboarders mundiais, numa das praias mais emblemáticas da modalidade.

Até lá, todos os olhos permanecem colocados em Cokes, onde o Maldives Pro promete mais tubos, grandes manobras e algumas surpresas antes da definição dos vencedores.


Joana Schenker vice-campeã e Filipa Broeiro no pódio

O Maldives Pro 2026 terminou com um excelente resultado para o bodyboard português. Joana Schenker conquistou o segundo lugar na Women’s Prime Series, enquanto Filipa Broeiro terminou na terceira posição, garantindo um duplo pódio para Portugal na etapa inaugural da temporada feminina do IBC World Tour.

Na meia-final totalmente portuguesa, Joana Schenker conseguiu recuperar a desvantagem com um ARS avaliado em 6,75 pontos, garantindo a vitória sobre Filipa Broeiro e a passagem à final.

No confronto decisivo, Joana enfrentou a japonesa Namika Yamashita. A portuguesa começou de forma consistente, com duas ondas de 6,00 pontos e outra avaliada em 6,80. Namika manteve o ritmo demonstrado ao longo do Finals Day e registou um total combinado de 13,55 pontos, assegurando a vitória no Maldives Pro 2026.

Apesar de não ter conquistado o título, Joana Schenker iniciou a temporada com um importante segundo lugar, enquanto Filipa Broeiro confirmou a sua excelente prestação ao terminar entre as três melhores atletas da prova.


Pierre-Louis Costes vence com a única nota 10 do evento

Na divisão masculina, Pierre-Louis Costes venceu o Maldives Pro depois de uma final de elevado nível frente ao espanhol Armide Soliveres.

O francês terminou a bateria com 18,50 pontos, incluindo a única nota 10 de toda a competição, atribuída a uma onda na qual combinou um air 360, um ARS e um inverted air.

Além da vitória, Costes ampliou o seu recorde histórico para 61 pódios profissionais, reforçando o estatuto de atleta com mais pódios na história do bodyboard profissional.

Armide Soliveres terminou na segunda posição, enquanto Aamin Moosa e Ali Khushruwan partilharam o terceiro lugar.

Na Junior Men’s Rising Series, o atleta local Eyan Ahmed conquistou o título com 13,90 pontos, superando Nooh Mohamed Dhunaim Irushad e Dhaain Abdul Fathah numa final muito equilibrada.


O circuito segue agora para Portugal

Depois das Maldivas, o IBC World Tour segue para Portugal. A próxima etapa realiza-se em Costa Nova, nos dias 27 e 28 de agosto, com a Miss Quebramar Cup, integrada na Women’s Rising Series.

Logo depois, entre 1 e 6 de setembro, a atenção vira-se para a Praia Grande e para a histórica 30.ª edição do Sintra Bodyboard Pro Festival.

O Maldives Pro 2026 termina assim com três novos campeões — Namika Yamashita, Pierre-Louis Costes e Eyan Ahmed — e com Portugal novamente em destaque no bodyboard mundial, graças ao segundo lugar de Joana Schenker e ao terceiro lugar de Filipa Broeiro.


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